Três técnicos de enfermagem suspeitos de envolvimento na morte de três pacientes internados no Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal, foram presos na segunda-feira (19). As identidades dos investigados foram confirmadas nesta terça-feira (20) pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e pelo Conselho Regional de Enfermagem do DF (Coren-DF).
De acordo com as investigações, os suspeitos são Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos; Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos; e Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos. Eles atuavam como técnicos de enfermagem na unidade hospitalar.
A Polícia Civil aponta Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, que também é estudante de fisioterapia, como o principal executor dos crimes. Ele teria confessado os homicídios em depoimento prestado na segunda-feira (19). Marcela Camilly Alves da Silva também admitiu participação, segundo os investigadores.
Conforme apurado, os pacientes teriam recebido doses elevadas de medicamentos de forma indevida, o que provocou a piora súbita dos quadros clínicos e, posteriormente, os óbitos. As mortes ocorreram nos dias 17 de novembro e 1º de dezembro de 2025, enquanto as vítimas estavam internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital.
Durante coletiva de imprensa, o delegado Wisllei Salomão informou que as vítimas eram uma professora aposentada de 75 anos, um servidor público de 63 anos e um homem de 33 anos. Segundo ele, apesar de apresentarem perfis e condições de saúde distintas, todos os pacientes tiveram agravamento repentino pouco antes da morte.
“As vítimas tinham idades, histórias e quadros clínicos diferentes, mas todas apresentaram uma piora súbita incompatível com a evolução esperada. Elas foram mortas pela ação de quem deveria estar cuidando delas”, afirmou o delegado.
Em nota oficial, o Hospital Anchieta informou que demitiu os três profissionais e acionou a Polícia Civil após um comitê interno identificar circunstâncias atípicas nas mortes de pacientes internados na UTI. A unidade afirmou ainda que colabora integralmente com as investigações.
O caso segue sob apuração da PCDF, e os suspeitos permanecem à disposição da Justiça.
Foto: Reprodução/Google Imagens
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