Na manhã deste domingo (22), explosões foram registradas em Jerusalém, um dia após ataques iranianos de grande impacto deixarem mais de 100 feridos no sul de Israel, incluindo a cidade de Dimona, onde está localizado um importante centro nuclear israelense.
Desde o início do conflito, o Irã lançou mais de 400 mísseis balísticos contra Israel, com 92% interceptados, segundo as Forças Armadas israelenses. Em resposta, Israel afirmou estar conduzindo ataques “no coração de Teerã”, sem detalhar alvos.
Ultimato de Trump amplia tensão global
Na noite de sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um ultimato ao Irã: reabrir o Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte global de petróleo e gás, até segunda-feira à noite.
Caso contrário, os EUA “atacarão e destruirão” usinas elétricas iranianas, “começando pela maior”, declarou Trump em sua rede Truth Social.
A resposta iraniana foi imediata. O país ameaçou atingir infraestruturas críticas na região, incluindo setores de energia, tecnologia da informação e dessalinização de água.
O confronto chega ao 23º dia de guerra, iniciada em 28 de fevereiro após ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que vem reagindo com ataques em diferentes pontos do Oriente Médio, com apoio de aliados regionais.
Ataques a instalações nucleares elevam risco
Em Israel, moradores relataram medo e tensão após novos bombardeios. O Irã atingiu uma área residencial em Dimona, deixando cerca de 30 feridos. A cidade abriga um dos principais centros de pesquisa nuclear israelense, no deserto de Neguev.
Segundo Teerã, o ataque foi uma retaliação a uma suposta ofensiva contra o complexo nuclear de Natanz. Israel negou envolvimento direto, enquanto a emissora pública Kan sugeriu que a ação pode ter sido conduzida pelos Estados Unidos.
A Organização Iraniana de Energia Atômica informou que não houve vazamento radioativo. A Agência Internacional de Energia Atômica confirmou que não foram detectados níveis anormais de radiação após o ataque.
O diretor da agência, Rafael Grossi, alertou para a necessidade de “máxima contenção militar” diante do risco de um acidente nuclear. Israel é amplamente considerado o único país do Oriente Médio com arsenal nuclear, embora mantenha política de ambiguidade.
Estreito de Ormuz e impacto na economia global
O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã já pressiona os preços internacionais do petróleo e do gás, ampliando o alerta sobre impactos na economia global.
Na região do Golfo, um projétil não identificado explodiu próximo a um cargueiro ao norte de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, segundo a agência marítima britânica UKMTO. Não houve feridos.
Diante da escalada, cerca de 20 países, incluindo Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, França e Japão. declararam estar prontos para atuar na reabertura da rota estratégica.
Foto: Reprodução/Google Imagens
Acompanhe o Expressão Brasiliense pelas redes sociais.
Dá um like para o #expressaobrasiliense na fanpage do Facebook.
Siga o #expressaobrasiliense no Instagram.
Inscreva-se na TV Expressão, o nosso canal do YouTube.
Receba as notícias do Expressão Brasiliense pelo Whatsapp.











