• 27 de fevereiro de 2026

Hacker é preso em Goiás por invadir sistema do CNJ e inserir mandados de prisão falsos contra Lula e Alexandre de Moraes

Um hacker de 19 anos foi preso preventivamente nesta sexta-feira (27), durante operação em Caldas Novas (GO), suspeito de invadir sistemas do Judiciário brasileiro e inserir mais de 90 mandados de prisão falsos no Banco Nacional de Mandados.

De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Eduardo Henrique Amorim utilizava credenciais de um policial penal para acessar o Banco Nacional de Mandados e incluir documentos fraudulentos, entre eles supostos mandados de prisão contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

As inserções teriam sido feitas dentro do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão responsável pelo controle administrativo do Judiciário.

Ataques a sistemas como Renajud e Sisbajud

As investigações apontam que o suspeito possui amplo conhecimento em tecnologia da informação e estaria envolvido em ataques registrados em janeiro contra protocolos de cibersegurança de sistemas judiciais, como o Renajud e o Sisbajud.

Essas plataformas são utilizadas para cumprimento de ordens judiciais, restrição de veículos e bloqueio de valores em contas bancárias. Segundo a PCMG, o investigado teria realizado bloqueios indevidos de bens e ativos financeiros de terceiros.

Mandados falsos e comércio na dark web

Ainda conforme a apuração, Eduardo teria inserido mais de 90 mandados de prisão fraudulentos no sistema nacional, além de comercializar, na dark web, acessos ilegais a sistemas informatizados do Judiciário.

O grupo criminoso do qual ele faria parte também é suspeito de vender alvarás de soltura e promover baixas indevidas de mandados de prisão pela internet. O esquema permitiria a liberação ilegal de detentos ou a retirada de ordens judiciais em diferentes estados.

Além do hacker, outras pessoas foram identificadas como integrantes da organização criminosa, entre elas um adolescente de 15 anos e a mãe dele, presa em Brasília sob suspeita de gerenciar os lucros e prestar suporte logístico às atividades ilícitas.

A operação segue em andamento, e a Polícia Civil não descarta novas prisões nos próximos dias.

Foto: Reprodução/Google Imagens


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