• 18 de janeiro de 2026

Justiça condena dono de copiadora de shopping em Goiânia por lavar dinheiro e aplicar golpes para o Comando Vermelho

A Justiça de Goiás condenou um empresário de Goiânia e um líder faccionado do Comando Vermelho por comandarem um esquema de lavagem de dinheiro do crime organizado que movimentou mais de R$ 500 milhões entre 2017 e 2018. A decisão aponta que a organização criminosa utilizava dados pessoais de clientes de uma copiadora instalada em um shopping da capital para criar empresas de fachada e ocultar recursos ilícitos.

Segundo as investigações, o empresário José Edvarde de Lima Filho, proprietário do estabelecimento, era responsável pela parte operacional do esquema criminoso. Já André Luiz Oliveira Lima, identificado como liderança do Comando Vermelho em Goiás, coordenava a circulação e a pulverização dos valores obtidos com atividades ilegais.

Uso indevido de dados e empresas de fachada

A apuração revelou que documentos deixados por clientes para serviços de cópia eram utilizados sem autorização para a abertura de empresas fantasmas, contas bancárias em nome de terceiros e até para a regularização de bens de alto valor.

Grande parte das vítimas só descobriu que havia sido usada como “laranja” quando foi chamada para prestar depoimento ou intimada pela polícia. Os dados pessoais estavam vinculados a movimentações financeiras milionárias, totalmente incompatíveis com a renda real dessas pessoas.

Esquema dificultava rastreamento do dinheiro

De acordo com a Polícia Civil, o grupo adotava o fracionamento de valores como estratégia para dificultar o rastreamento dos recursos e burlar os sistemas de controle financeiro. O esquema funcionava como um braço financeiro do Comando Vermelho em Goiás, com a missão de dar aparência legal ao dinheiro oriundo do crime organizado.

Condenações e indenização milionária

Com a sentença, André Luiz, que já cumpre pena em presídio federal, foi condenado a mais de 11 anos de prisão. José Edvarde de Lima Filho recebeu pena de 7 anos e 6 meses de reclusão.

Além das condenações criminais, a Justiça determinou o pagamento de R$ 500 milhões por danos morais coletivos, valor correspondente ao montante movimentado pelo esquema.

Operação Red Bank

O caso é resultado da Operação Red Bank, deflagrada em dezembro de 2018 pela Delegacia Estadual de Repressão a Ações Criminosas Organizadas (Draco), após cerca de dez meses de investigação. Durante a ação, a polícia apreendeu veículos de luxo, dinheiro em espécie e outros bens adquiridos com recursos ilícitos, muitos deles registrados em nome de terceiros que tiveram seus dados utilizados de forma fraudulenta.

Foto: Divulgação/PC-GO


Acompanhe o Expressão Brasiliense pelas redes sociais.

Dá um like para o #expressaobrasiliense na fanpage do Facebook. 

Siga o #expressaobrasiliense no Instagram

Inscreva-se na TV Expressão, o nosso canal do YouTube.

Receba as notícias do Expressão Brasiliense pelo Whatsapp

Read Previous

Programa da Emater-DF supera meta e certifica 386 produtores orgânicos no Distrito Federal

error: A reprodução ou cópia deste conteúdo é proibida sem prévia autorização deste portal.