Os Bastidores da Política em Brasília

Ibaneis e Caiado unem forças para melhorar a segurança, a saúde e o sistema de transporte do Entorno

Os governadores do Distrito Federal e Goiás, Ibaneis Rocha (MDB) e Ronaldo Caiado (DEM), resolveram unir forças para melhorar a qualidade de vida da população que vive nas cidades goianas do Entorno. Ibaneis e Caiado se reuniram na última quinta-feira (22), em Águas Lindas de Goiás, para anunciar que os dois governos vão firmar convênios nas áreas da segurança, saúde e encontrar uma solução que integre o transporte público do Entorno à capital federal.

Caiado anunciou que está trabalhando para concluir o hospital de Águas Lindas e que ampliar a atuação do estado goiano no hospital de Formosa. Ibaneis e Caiado andaram afastados devido a embates sobre os recursos do Fundo Constitucional do DF (FCDF) e Fundo de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). O governo de Goiás queria a qualquer custo meter a mão no dinheiro do DF.

Estrangeiros querem mandar na Amazônia

Foto: Frederico Mellado / ARG

Os incêndios na Floresta Amazônica fez com que chefes de outros países se manifestassem sobre a necessidade de se preservar a vegetação. Entretanto, o tom do discurso do presidente francês, Emmanuel Macron não agradou o governo brasileiro. Macron chegou a anunciar um boicote ao Mercosul, que está prestes a selar um acordo comercial com a União Europeia, entretanto, não conquistou a adesão de outros líderes do Velho Continente. O ápice do impasse foi quando o francês acusou Bolsonaro de ter mentido durante o encontro do G-20 em relação as questões ambientais. O presidente brasileiro rebateu as críticas de Macron destacando que ele quer tirar proveito político da situação. Na reunião do G-7, que acontece em Biarritz, na França, o anfitrião fez questão de pautar o incêndio na região, mas já se sabe que não haverá consenso. O bom é que Jair Bolsonaro deixou claro que quem manda por aqui é ele e não Macron.

PEC paralela da reforma da Previdência deixa governo federal em estado de alerta

Foto: Pedro França/Agência Senado

A reforma da Previdência encerrou a primeira semana de debates no Senado Federal. As reuniões vem acontecendo na CCJ da casa. Os parlamentares ouviram a opinião de especialistas, técnicos do governo e representantes de entidades. O relator do parecer na comissão, senador Tasso Jereissati (PSDB/CE), prometeu que passaria este fim de semana reunido com assessores que estão o ajudando a construir sua análise e disse que submeterá o documento para apreciação de seus pares nessa próxima semana. Porém, os senadores se comprometeram em aprovar o documento da forma que veio da Câmara para que o governo possa prosseguir com a reforma, mas já avisaram que irão apresentar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para ajustar a reforma da previdência governista. A cúpula do governo Bolsonaro está ansiosa para saber o conteúdo dessa tal “PEC Paralela” como fora batizada no Congresso.

A meta é desgastar a relação entre Bolsonaro e Moro e abafar a Lava Jato

As velhas raposas políticas estão celebrando o possível enfrentamento e divergência na escolha de nomes para áreas estratégicas da Polícia Federal entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Sérgio Moro. Ocorre que a grande mídia vem repercutindo o fato na tentativa de desgastar relação entre Bolsonaro e Moro. Há quem diga que tem peixe graúdo bancando para que aumente a carga nas notícias para forçar uma situação que possa tirar Sérgio Moro do controle e possa vir alguém que ajude a abafar a Operação Lava Jato. Moro sempre soube que a última palavra cabe ao presidente e que não há razões para ficar chateado com a possível negativa em não aceitar um nome posto a mesa. Sérgio Moro, que é considerado um herói nacional, está firme e forte e a Operação Java Jato continua.

Izalci atua como o guardião dos recursos do DF no Congresso

Na semana que passou, mais uma vez a gana de políticos de outros estados em meter a mão nos recursos de fundos que ajudam o Distrito Federal não foi adiante graças a uma espécie de guardião que os brasilienses possuem no Congresso Nacional. Na quarta-feira (21), a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado Federal rejeitou o PLS 163/2015, de autoria do então senador de Goiás e atual governador do estado, Ronaldo Caiado (DEM), que determinava a reserva de 10% dos recursos do FCO para as cidades da Rede Integrada de Desenvolvimento do Entorno – RIDE. O projeto já havia sido rejeito pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e faltava o parecer da CDR para que o PLS fosse arquivada de vez. O senador Izalci Lucas (PSDB/DF), que preside a CDR, avocou para sim o parecer da proposta e apresentou um relatório rejeitando o PLS de Caiado. O parecer do tucano foi aprovado e deverá ser arquivado nos próximos dias. Em 2018, o deputado João Campos (PRB/GO) também teria apresentado um projeto querendo meter a mão no Fundo Constitucional do DF e Izalci conseguiu articular para que a proposta de João Campos fosse retirada da pauta. Pelo visto, se não tivéssemos um parlamentar atento as movimentações de bastidores, o DF ficaria sem recursos, que já são escassos, e poderia estar numa situação de quebradeira. Ainda bem que temos um guardião no Congresso.

Frase para Refletir

“Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!”, Ruy Barbosa (1849 – 1923), político, jurista e escritor baiano.

Por José Fernando Vilela

expressaobrasiliense

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