• 27 de outubro de 2020

O FINO DA POLÍTICA | Os bastidores da política brasileira

Pesquisa encomendada pela XP Investimentos aponta que Bolsonaro caminha para a reeleição em 2022

Já não é de hoje que fazer sondagens sobre o desempenho de políticos perante à opinião pública é um importante instrumento para ajudar na tomada de decisão por parte dos investidores. A XP Investimentos, em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), vem medindo os números do governo Bolsonaro desde o ano passado. Depois essa pesquisa é divulgada para o segmento. No último levantamento, divulgado nesta quinta (15), o presidente Jair Bolsonaro aparece com 31% das intenções de votos, seguido por Fernando Haddad (PT), com 14%, e Sérgio Moro (sem partido), com 11%. A pesquisa aponta ainda que Ciro Gomes (PDT) tem 10%, Luciano Huck (sem partido), 5%, João Amoêdo (Novo), 3%, Luiz Henrique Mandetta (DEM), 3%, e o governador de São Paulo João Doria (PSDB), tem 3%. O porcentual dos que disseram que não sabem, não responderam ou pretendem votar branco ou nulo foi de 20%.

Num eventual segundo turno, Bolsonaro vence de praticamente todos os possíveis candidatos, com exceção de seu ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro. Na aferição, Moro surge com 36% contra 35% de Bolsonaro. É bom o capitão abrir o olho com o ex-juiz e ex-pupilo, pois, se brincar, Moro pode fazer com que ele desça a rampa do Planalto mais cedo que o esperado.

O levantamento teve abrangência nacional e ouviu mil entrevistados, por telefone, entre sexta-feira, 8, e domingo, 11.

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Aos poucos, Bolsonaro vem tirando a ala olavistas de seu governo

A ascensão de Jair Bolsonaro ao Poder Executivo Federal fez com que um grupo de seletos seguidores do autoproclamado filósofo Olavo de Carvalho ocupassem cargos na Esplanada dos Ministérios. Polêmicos e ativistas digitais, os olavistas, como são chamados, é a ala política que começou a marchar com o hoje presidente da República lá atrás. Os três filhos de Bolsonaro que exercem funções parlamentares beberam na fonte do olavismo por meio dos cursos online de filosofia oferecidos pelo guru. Há quem diga que as exaltações do Bolsonaro pai diante das câmeras são influências dos Bolsonaros filhos seguindo a doutrina olavista. Mas, como uma teoria ou filosofia devem provar a sua eficácia, o olavismo vem perdendo espaço nos últimos por falta de capacidade em mostrar resultados.

Como os devaneios do então mestre Olavo de Carvalho não surtiram os efeitos desejados, o capitão resolveu girar a roda e as raposas do Centrão mostraram a sua força. O amor à primeira vista foi inevitável. Bolsonaro entrou com o pedido de separação do olavismo e se apaixonou loucamente pelo Centrão. Jair Bolsonaro está agora devolvendo os enteados e os filhos bastardos que abduziu quando se casou com o “Idiota”, título de um dos livros do tal filósofo charlatão. Os cursos online devem voltar a ficar cheios já que está todo mundo sendo dispensando.

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Reforma administrativa só no ano que vem

A polêmica reforma administrativa não vai mais entrar na pauta do Congresso Nacional neste ano. Como o pessoal esqueceu de Brasília e tem ido às ruas ou participado de eventos online de campanha nos últimos tempos, o eleitor já deu sinais que está de olho nos possíveis traidores do funcionalismo público. Com isso, a vontade política de tocar a reforma administrativa que está sendo construída pelo ministro Paulo Guedes esfriou e a proposta que chegou no parlamento no dia 3 de setembro está na geladeira. Neste ano, no máximo, os debates podem começar, mas votação, só em 2021.

Dinheiro na cueca de senador é uma faca de dois gumes para o governo

Tudo bem que ninguém no governo Bolsonaro poderia imaginar que a Polícia Federal fosse encontrar R$ 30 mil em espécie entocados em meio as nádegas do vice-líder do governo no Senado, senador Chico Rodrigues. A posição de que não importa quem seja e que o governo está combatendo a corrupção é muito arriscada. Ontem foi o vice-líder, amanhã pode ser um bolsonarista com mais estrela e mais para frente pode ser alguém mais próximo ou que tenha o sangue do presidente. Com certeza, a luz amarela acendeu no Palácio do Planalto.

Movimentações do governador do DF já dá a entender que será candidato à reeleição

Depois de recuperar-se da covid, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), começou a estar mais presentes em eventos públicos de seu governo. Ibaneis anda vistoriando obras nas cidades e verificando a atuação dos administradores regionais, uma espécie de prefeito nomeado por ele, a fim de constatar se a população está satisfeita com o trabalho que está sendo realizado. O advogado Ibaneis Rocha tem um estilo de governar bem peculiar e já tem gente se virando nos 30 para poder estar tudo certo quando o chefe chegar. O GDF tem procurado informar a ida de Ibaneis Rocha na tarde do dia anterior, ou seja, para não dar margem para maquiagens. Quem não andar na linha, já sabe que vai dar lugar a outro. Recentemente, houve uma dança das cadeiras e outra pode estar por vir. Vai depende dos resultados apresentados. Com o brasiliense que tem sangue piauiense, quem não mostrar serviço, não tem vez. Portanto, recomenda-se aos gestores do GDF para que façam a coisa certa porque Ibaneis está de olho.

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Para Refletir

“Acabar com a corrupção é o objetivo supremo de quem ainda não chegou ao poder”, Millôr Fernandes (1923 – 2012), escritor, desenhista e jornalista brasileiro

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