• 25 de setembro de 2020

O FINO DA POLÍTICA | Os bastidores da política brasileira

Com a popularidade subindo, Bolsonaro é cortejado por partidos políticos

O levantamento feito pelo DataFolha que foi divulgado nos últimos dias mostra que o presidente Jair Bolsonaro está aumentando a sua popularidade e a aprovação de seu governo. A receita do bolo é bem simples. Diante da pandemia, o auxílio emergencial de R$ 600 concedido a milhões de brasileiros fez com que esse quinhão da população economicamente ativa atendida pelo Estado caía nas graças do “papai Bolsonaro”. As calorosas recepções que o presidente vem recebendo nas visitas realizadas nas regiões Nordeste e Norte, mostram que o capitão está fazendo com que o povo se esqueça do antigo “papai”.

Com um presidente mais bem aceito, o que se viu em Brasília foi uma rápida movimentação por parte de partidos que gostariam de ter o capitão em seus quadros. A criação do tal do Aliança pelo Brasil está mais devagar que andor de procissão e pode fazer com que Jair Bolsonaro aceite entrar para outra agremiação partidária. O presidente inclusive falou sobre o tema com a imprensa. As especulações já começaram nos corredores, agora mais virtuais do que nunca, do Congresso Nacional. Há quem diga que Bolsonaro voltaria para o PSL. Confesso, que não sei. Como disse o falecido ex-banqueiro e ex-governador de Minas Gerais, Magalhães Pinto (1909-1996): “Política é como uma nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”.

Bolsonaro anda mais contido, mas ainda sob lapidação

É notável que o presidente Bolsonaro vem mudando a sua postura tanto em suas aparições públicas como no jogo político em que está envolvido. O ti-ti-ti é que o chefe do Planalto viu a necessidade de melhorar a sua imagem junto a opinião pública e se aproximar mais dos líderes do Congresso para conseguir dispor de uma certa “governabilidade”. As paradinhas na porta do Alvorada diminuíram e quando ocorrem, já está tudo preparado para que não se tenha nenhum dissabor perante as câmeras e microfones. No entanto, o capitão vai ter que se esforçar mais do que atuar em prol de si mesmo, pois tem que dar uma forcinha para os filhos, em especial, para o “01” e “02” que estão passando por momentos difíceis junto à Justiça. E quando se trata de mexer com as crias, qualquer pai está de prontidão para defender aqueles que carregam o seu sangue. O processo de lapidação da pedra bruta é demorado e requer paciência e resiliência para que ela esteja bem polida na hora de ir para a vitrine.

Guedes sofre para emplacar mudanças na economia

Desde que foi escalado pelo presidente para dar um novo rumo a economia brasileira, Paulo Guedes, considerado um superministro do governo Bolsonaro, vem insistindo com sua proposta de reformular o formato de funcionamento da máquina pública. Mas, como nem tudo são flores no setor público, Guedes viu dois de seus secretários do Ministério da Economia pedirem para sair por não conseguir emplacar mudanças pontuais como as privatizações e reforma administrativa, que são necessárias para que o Brasil possa dar uma guinada em sua economia. Oxalá, Paulo Guedes também não se canse da burocracia e do jogo baixo da vida política.

PT pode ver sua estrela apagar mais ainda nas eleições municipais deste ano

O Partido dos Trabalhadores (PT) corre um sério risco de ver o seu patrimônio eleitoral diminuir mais ainda nas eleições municipais deste ano. Acostumados a ter uma boa performance na disputa eleitoral nos mais de 5 mil municípios brasileiros, desta vez a história pode ser bem diferente, ainda mais com essa indicação de que Bolsonaro está virando o novo “papai” lá pelas bandas do Nordeste, que é uma região que detém uma grande população de baixa renda. O lulismo está deixando de ser admirado, dando lugar ao bolsonarismo.

A gafe de Bia Kicis

Que errar é humano, isso não se tem dúvida. Agora, errar a localização de uma cidade onde o eleitor marcou presença na urna e te deu mais de 2 mil votos, sinceramente, pulou o “corguinho”. A deputada Bia Kicis (PSL-DF) ao dar os pêsames para a primeira-dama Michelle Bolsonaro pela morte de sua avó que estava internada em um hospital público por covid-19, nas redes sociais, cometeu uma gafe que irá lhe custar o título de persona non grata na Região Administrativa de Santa Maria, que fica a 26 km de distância da Rodoviária do Plano Piloto, marco zero da capital federal. A postagem de Bia Kicis no Instagram se referiu a Santa Maria como se fosse o município de Santa Maria, Rio Grande do Sul. Bom, que tenha aprendido a não pegar carona com a dor alheia. Além de não saber onde fica uma das 31 regiões administrativas que existem no DF, a deputada também errou o hospital onde a avó de Michelle faleceu. A nota divulgada pela Secom da Presidência da República informou que Maria Aparecida Firmo faleceu no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), que com toda certeza, deve ser outra RA que Bia Kicis não conhece. Quem sabe quando a deputada visite Santa Maria, algum correligionário lhe apresente a Avenida Alagados, ou a Praça da “Santinha”, ou o Condomínio Porto Rico.

Distritais de olho em vaga do TCDF

Toda vez que se fala em vaga para conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), os ânimos e a vontade de sentar numa das cadeiras do órgão fiscalizador ficam atiçados. Em dezembro deste ano, o conselheiro Paiva Martins completa 75 anos e tem que obrigatoriamente deixar o cargo. O processo de escolha para uma das sete vagas de conselheiros é sempre muito acirrada. No entanto, a vaga de Paiva Martins, que deve ser ocupada por um auditor do próprio TCDF, está sendo cortejada por alguns distritais. O Tribunal de Contas do DF conta hoje com quatro ex-distritais e não poderá ter um quinto já que desde a Constituição Federal de 1988, os Tribunais de Contas dos estados e do Distrito Federal passaram a ser compostos por sete conselheiros, sendo quatro por indicação parlamentar e três escolhidos pelo chefe do Poder Executivo, dois dos quais um auditor e um membro do Ministério Público junto ao respectivo Tribunal de Contas. O STF inclusive já se manifestou quanto ao tema. Ou seja, quem está querendo ir para o TCDF pode “ir tirando o cavalinho da chuva”. É melhor tentar se reeleger ou descer o “Eixão” Monumental e ir para o Congresso Nacional.

Para Refletir

“Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem”, Santo Agostinho (354-430), foi teólogo, filósofo e bispo de Hipona (província romana da África).

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