O FINO DA POLÍTICA | Os bastidores da política brasileira


Centrão mostra quem manda no Congresso

Desde que partidos do bloco conhecido como Centrão entrou para a base aliada do governo Bolsonaro, os caciques das agremiações vem fazendo demonstrações para deixar claro que quem manda no Congresso Nacional são eles e não o governo. A semana que passou ficou marcada com movimentações claras de que o Centrão está com a bola toda no governo do presidente Jair Bolsonaro. Além de voltar a ocupar cargos estratégicos nos cobiçados segundo e terceiro escalões do governo federal, os líderes colocaram uma cereja em cima do bolo do mandato presidencial quando foi anunciada a retirada da vice-líder do governo na Câmara, deputada Bia Kicis (PSL-DF). A parlamentar sempre foi considerada uma pedra no caminho do Centrão devido aos seus discursos acalorados desqualificando as ações desses partidos e pela proximidade que tem junto ao presidente. Dessa vez, o Centrão levou e mais uma vez mostrou que a articulação política no Congresso passa por eles.

Afago presidencial

Após ser retirada do cargo de vice-líder do governo, a deputada Bia Kicis (PSL) optou pelo silêncio em relação a sua saída. A justificativa de que fora destituída do cargo por ter votado contra o governo, não colou nos bastidores. Rapidamente, a verdade veio à tona. No entanto, a parlamentar seguiu em frente e usou da velha tática do “vamos em frente” para que o episódio fosse perdendo força. Eis que ontem (25), num sábado ensolarado na capital do País, o nobre presidente Jair Bolsonaro fez uma visita sem avisar a sua aliada de primeira hora. Para muitos, Bolsonaro demonstrou que tem um carinho especial pela deputada brasiliense e foi fazer uma afago em sua pupila. Já analistas apontam que tudo não passou de um jogo de cena para que Bia Kicis não caia no descrédito no parlamento brasileiro, já que ela é uma vozes e defensora do bolsonarismo. Após a visita, a deputado divulgou em seu twitter que as pazes estão feitas e que os haters já podem ficar despreocupados. Esse recado da deputada deixou muita gente com a pulga atrás da orelha. Será se esses supostos haters partiu do gabinete do ódio?

Quem vai sentar na cadeira do Rodrigo?

As movimentações para as eleições da mesa diretora da Câmara dos Deputados já começaram antes mesmo das eleições municipais que ocorrem em novembro. Os partidos sabem que não devem perder o foco se quiserem participar do comando da casa. Com isso, três nomes já começam a circular pelos corredores da Câmara como favoritos: Arthur Lira (PP-AL), Marcos Pereira (Republicanos-SP) e Capitão Augusto (PL-SP). Um detalhe muito importante: os três integram partidos do Centrão. Resta saber, como será a distribuição do bolo (leia-se cargos e áreas administrativas estratégicas dentro da Câmara). Bom, desses três quem tem mais experiência na lida com os colegas é o deputado Arthur Lira. No entanto, o deputado Marcos Pereira, que é o atual 1º vice-presidente da Câmara, tem o peso da bancada evangélica e o Capitão Augusto é quem coordena a bancada da bala. O jogo está sendo jogado, basta fazer a movimentação certa que um desses três, com certeza, já podem sonhar com a cadeira hoje ocupada por Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Bancada do DF dispersa

Foto: Reprodução portal Metrópoles

Enquanto a maioria dos deputados e senadores estão de olho nas eleições municipais, os parlamentares do Distrito Federal, por ser a única unidade da Federação que não participa do pleito eleitoral, estão dispersos. Desde que o senador Izalci Lucas (PSDB-DF) deixou de ser coordenador da bancada, os 11 parlamentares do DF passaram a atuar ao seu modo já pensando nas eleições de 2022. O próprio Izalci já não esconde que será candidato ao GDF. Celina Leão (PP) deu lugar ao experiente Tadeu Filippelli (MDB) e foi cuidar da Secretaria de Esportes do DF. Leila do Vôlei (PSB) ainda se recupera da covid. Reguffe (Podemos) continua buscando um lugar ao sol dentro do Congresso visando ser visto como um líder. Érika Kokay (PT) é o escudo do PT e atua na linha de frente nos debates contra os bolsonaristas. Bia Kicis (PSL) que vinha numa ascendente, deve agora mergulhar e ficar mais contida após perder o posto de vice-líder do governo na Câmara. Já os demais parlamentares do DF, tentam se destacar em meio aos mais de 500 congressistas que tem na casa. Nesse quesito, as deputadas Paula Belmonte (Cidadania) e Flávia Arruda (PR) são as que estão começando a conquistar espaço, no entanto, precisam dar um gás a mais para chegar a algum lugar, pois só beleza e caras e bocas não basta.

Para Refletir

“O Brasil progride à noite, enquanto os políticos estão dormindo”, Elias Murad (1924-2013) foi professor e deputado federal por Minas Gerais.

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