Pouco mais de uma semana após o início do conflito entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, o preço do petróleo no mercado internacional chegou a ultrapassar os US$ 100 por barril. A alta foi mais rápida do que o esperado e já acende o alerta para reajustes nos combustíveis no Brasil.
Na segunda-feira (9), os contratos futuros chegaram a recuar após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que a guerra contra o Irã “está praticamente concluída”. Mesmo assim, as cotações seguem acima de US$ 90. Desde os bombardeios de EUA e Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, o Brent subiu cerca de 65% e o WTI avançou 78%.
Segundo cálculos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), com o barril a US$ 108 e o dólar a R$ 5,39, já haveria espaço para a Petrobras reajustar R$ 1,22 na gasolina e R$ 2,74 no diesel.
Estimativas do mercado indicam que a gasolina está cerca de 40% defasada em relação ao mercado internacional, enquanto o diesel pode ter defasagem de até 85%.
Para o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, o atraso no reajuste pode trazer riscos ao abastecimento. “Manter grande defasagem inviabiliza a importação por agentes privados e pode gerar desabastecimento”, afirmou.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que a empresa evita repassar imediatamente a volatilidade internacional aos preços internos e segue monitorando os impactos da guerra no mercado.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que acompanha o mercado e, até o momento, não identifica risco de falta de combustíveis no país, apesar de relatos pontuais de dificuldades na compra de diesel por produtores rurais no Rio Grande do Sul.
Foto: Reprodução/Google Imagens
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