Senadores investigados pela Lava Jato lideram pesquisas em seus estados

Parlamentares querem manter foro privilegiado e continuar participando das principais decisões do país.

Realmente o brasileiro tem memória curta. Mesmo com todos os escândalos de corrupção vindo à tona nos últimos anos, parece que não tiramos nenhuma lição disso. As últimas pesquisas realizadas pelos institutos de pesquisa apontam que senadores investigados pela Operação Lava Jato lideram as sondagens ou estão pleiteando a segunda vaga para o Senado em seus estados.

A Operação Lava Jato listou 23 senadores como investigados, porém alguns já tiveram seus processos arquivados. O desgaste gerado pelo envolvimento nos esquemas de corrupção, que ficou conhecido por ser um dos maiores já realizadas em todo o mundo, parece que não surtiu muito efeito perante à opinião pública.

Os senadores Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Ciro Nogueira (PP-PI), Edison Lobão (MDB-MA), Eunício Oliveira (MDB-CE), Garibaldi Alves Filho (MDB-RN), Renan Calheiros (MDB-AL) e Jader Barbalho (MDB-PA) lideram ou estão em segundo lugar nas pesquisas de intenção de votos em seus respectivos estados.

Apesar de ser inadmissível que a população eleja senadores com problemas na Justiça, ainda há uma luz no fim do túnel. Os senadores Humberto Costa (PT-PE), Romero Jucá (MDB-RR) e Valdir Raupp (MDB-RO), de acordo com as pesquisas, correm o risco de não reelegerem. Ambos figuram na terceira posição em seus estados e, possivelmente, não conseguirão mudar esse cenário.

Esses senadores são velhos conhecidos do mundo da política e são considerados influentes em Brasília. Eles costumam estar rodeados de advogados de renome e participar das principais decisões do país. Se reeleitos manterão a prerrogativa de serem julgados em instâncias superiores.

Para o movimento DesaFORO, esses parlamentares querem se reeleger mirando obter o foro privilegiado. Todos esses senadores respondem no STF por recebimento de propina ou esquema de caixa 2 comandado pela empreiteira Odebrecht, nos governos Lula e Dilma. Se a PEC do Fim do Foro já tivesse sido aprovada pela Câmara dos Deputados (mais de 450 dias parada), com certeza, esses senadores não estariam mais pleiteando cargo eletivo.

O líder da causa no Rio Grande do Sul, deputado Cajar Nardes, do Podemos, ressalta que é revoltante ver que a população poderá eleger esses políticos. “Isso causa indignação ao ver que muitos eleitores ainda darão outra chance para esses políticos. Os eleitores estão tendo a chance de limpar o Congresso Nacional. Está na hora de colocar gente honesta e séria para poder melhorar a situação do Brasil”, pondera Cajar.

O Movimento DesaFORO.com.br, até o momento, já conta com mais de 200 mil apoiadores em todo o Brasil, metade do objetivo da meta de 500 mil assinaturas. Para participar da campanha, basta acessar o site, assinar em apoio e ajudar a compartilhar para que a causa atinja sua meta.

Matéria do Movimento Desaforo

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

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