Artistas locais estão na bronca com o governo Rollemberg por excluí-los da festa de Réveillon

O atual governo do DF, sob o comando do pessebista Rodrigo Rollemberg, realizará, por meio da Secretaria de Cultura, a tradicional festa de Réveillon que marca a virada de um ano para outro. O edital de chamamento nº 20/2018 para a contratação de músicos, bandas e DJ’s do DF e do Entorno foi publicado na terça-feira (26), no Diário Oficial do DF. As inscrições estão abertas até o dia 11 de dezembro de 2018.

Do ponto de vista legal e da transparência está tudo correto. Entretanto, artistas locais questionam a exclusão de alguns gêneros musicais e profissionais do setor de cultura que aguardavam o certame para entrar na concorrência. O edital contempla duas vagas para DJ’s e quatro vagas para artistas e bandas, distribuídas entre os gêneros musicais Sertanejo, Hip Hop, Pop Rock e cultura popular percussiva. Ou seja, os demais gêneros e profissionais como apresentador de eventos, estão impedidos de participar.

É o caso do apresentador de eventos, Cacá Silva. Conhecido no DF por estar sempre apresentando shows, eventos culturais e sociais, o profissional protocolou uma proposta na Secretaria de Cultura oferecendo seu trabalho. Ele recebeu como resposta que deveria aguardar o edital para poder participar da concorrência juntamente com outros profissionais. Ao ver o edital, Cacá viu suas expectativas frustradas.

“Com certeza serão investidos milhares de reais na festa de Réveillon da capital, e ao contrário dos anos anteriores, o edital não traz a opção de contratação de apresentador de eventos que tem a missão de conduzir qualquer evento público. Ou serão convidados apenas os amigos da Secretaria de Cultura para trabalhar na noite de Réveillon, no padrão 0800?”, questiona Cacá Silva.

Entre as bandas que se sentem excluídas pelo governo estão a 2Live, Collo de Mainha, Banda da Imagem, Menino Rico, Baton Rosa, MC Bandida, entre outras. Esses grupos também apresentaram propostas à Secretaria de Cultura e receberam como resposta que deveriam aguardar o edital e entrar na concorrência. Entretanto, o edital lançado não contempla todos os gêneros musicais e outros profissionais da cultura brasiliense.

O Expressão Brasiliense entrou em contato com a Secretaria de Cultura, por meio da Assessoria de Comunicação, na quarta-feira (28), mas até o momento de encerramento da matéria não retornou o nosso contato. Pelo visto, a festa da virada do ano será a pá de cal na gestão Rollemberg.

Da Redação

Foto: Google Imagens

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