O futuro está em nossas mãos – Por José Fernando Vilela

Neste domingo, 7 de outubro, vamos decidir qual o Brasil que queremos para os próximos quatro anos. Vamos escolher os nossos governantes e quem irá ajuda-los com a tal governabilidade. Comparando as eleições a um campeonato de futebol, podemos dizer que hoje estão iniciando as partidas das semifinais ou estamos diante da grande final, caso não haja segundo turno.

No âmbito do Executivo Federal, ainda há muitos times em campo, porém apenas dois disputam a preferência dos eleitores. Teremos que decidir entre o time que se apresenta com a proposta de que vai mudar o país, que vai resgatar valores que estão se perdendo e que promoverá uma grande reformulação nas regras do jogo. De outro lado, um time que já venceu alguns campeonatos, mas que comprou o resultado dos jogos e está com sua imagem abalada devido as estratégias traçada pelos seus técnicos.

O resultado final da partida de hoje refletirá o que realmente os torcedores/eleitores querem. Porém, há de se pensar o que virá pela frente. Os times tiveram um pouco mais de que 40 dias para apresentar seus jogadores (deputados e senadores) e os seus técnicos (presidente e governadores). Cabe agora ao torcedor/eleitor escolher quem erguerá a taça.

Mas, de fato, o que está em jogo neste domingo? Está em jogo o futuro de uma nação que já não aguenta mais pagar a conta estratosférica da roubalheira que afundou o nosso país. Está em jogo se queremos alguém que tenha laços e defenda o passado ou alguém que tenha vínculo com o assalto que sofremos. Difícil, né!?

Do meu ponto de vista, o que o brasileiro realmente precisa é que a política seja reformulada, independente de quem se eleja. Não podemos mais ser o país do “jeitinho”, do “rouba, mas faz”, do ladrão de galinha é que fica preso. Chega! Precisamos mudar também os nossos costumes e a nossa cultura. Um país de proporções continentais, que alimenta 1/4 da população mundial, que tem riquezas que são invejadas por outras nações, não pode se prestar ao papel de ser vista como uma nação só do samba, do futebol e da corrupção.

Escolher quem vai nos governar (presidente/governador) ou nos representar (deputado/senador) é uma decisão difícil. Além de fazer a opção por nós mesmo, estamos decidindo o futuro dos nossos próximos e das futuras gerações. Estamos cansados de tantas notícias de corrupção, de falta de remédios, falta atendimento de médico, de educação, de segurança, de moradia, enfim, tem muita coisa a ser feita, tem muita coisa a ser reparada.

Não podemos pensar que tudo será consertado em quatro anos. Infelizmente, vai mais um pouco de tempo. Mas, podemos dar os primeiros passos nestas eleições. Por isso, vale ao eleitor refletir quem realmente irá decidir por nós. De nada adianta não ir votar ou votar em branco ou nulo. Vamos fazer as escolhas certas. Caso se lembre em quem votou na eleição passada e o escolhido não fez nada, dê um cartão vermelho para ele. Se fez alguma coisa, reflita se vale a pena uma nova chance.

O mais importante é que quem tem o poder nas mãos neste momento é você e não eles. Lembre-se que no momento de votar, estará apenas você e a urna. Não escolha o seu representante pensando no que os outros te disseram. Escolha pensando em você, na sua família, no seu país e no que você quer. Lembre-se: o futuro está em nossas mãos.

José Fernando Vilela é jornalista com especialização em Marketing Político e Marketing Digital, blogueiro, radialista, pai, marido, filho, botafoguense e um amante da política.

Foto: Google Imagens

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Um comentário sobre “O futuro está em nossas mãos – Por José Fernando Vilela

  1. Gostei do texto José. Mas gostaria de chamar atenção para dois pontos.
    Quando Vc diz que um time se apresenta como que vai resgatar valores que estão se perdendo, posso ter feita a leitura equivocada mas não fica claro se você concorda com essa frase. Pra Vc há valores se perdendo? Ou É o partido q se coloca assim?
    Outro ponto,
    Não acho que “resultado final da partida de hoje refletirá o que realmente os torcedores/eleitores querem”.

    Está bem longe disso, acredito que a sensação amarga de derrota vai permanecer ainda para aqueles que ganharem. Esta eleição foi a mais polarizada da história do país, com discursos extremos que literalmente encurralaram covardemente os eleitores a apenas duas escolhas.
    A dinâmica politica do país, mergulhada na corrupção é a.instabilidade política nos levou a este momento.
    Eu vou votar, por exemplo, não no candidato que acreditava que era ideal, mas sim na lógica de tentar evitar o que na minha análise pode ser pior para o Brasil.

    Assim como eu, 40% da população está votando com este sentimento.

    Os dois partidos que lideram as pesquisas massacraram as eleições com discursos de ódios intolerância, fake news e prometendo salvar o Brasil como passe de mágica.
    Uma pena, pois o que vimos foram também de um lado os encurralados, como eu, do outro fãs. E politicos não precisam de fãs. Precisam de eleitores não há nada mais patético que idolatrar politico, o fanatismo leva a extremos, o q leva a ruína.
    Eleitores precisam de olhar crítico.
    De um lado um partido que se recusou a fazer uma auto crítica, é quer votar ao.poder.como se nada tivesse acontecido com um discurso de Lula livre que ninguém aguenta mais. Vão entregar o Brasil na mão de loucos. Essa conta vai ser do PT.

    Do outro um.louco um cara q se vende limpo, quem trabalha no congresso sabe q andava de.mãos dadas com a turma do Cunha, funcionária fantasma, que tem.planos excusos para economia e direitos trabalhistas, q alimenta o q há de pior no ser humano a raiva, rascismo, homofobia machismo, com discursos de discriminação social, é apologia à tortura,.intolerância e ao ódio.

    Na minha avaliação o que vimos foi um shows de horrores nesta eleição. Enfim espero que o.dano não seja tão cruel como as predições.
    Abraço,
    kari

    Curtido por 2 pessoas

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