Opinião – E o melhor governador de Brasília se foi

Por José Fernando Vilela

A história de Brasília e a do seu criador, Juscelino Kubitschek se confundem. A partir deste 27 de setembro de 2018, um novo capítulo será para sempre citado e utilizado como referência, a Brasília de Joaquim Domingos Roriz. Depois de JK, só Roriz fez a cidade crescer e se desenvolver. Os outros, são os outros. Roriz é Roriz.

O goiano de Luziânia foi um predestinado, digamos assim, por Deus para dar um novo rumo à cidade. Roriz fez Brasília crescer. Criou novas regiões administrativas, implantou programas sociais que beneficiou milhares de famílias pobres, enfim, Joaquim Roriz sempre tratou Brasília, os brasilienses e seus agregados com muita atenção e governou para todos. Ele sim foi o verdadeiro “governador do povo” como muitos líderes comunitários o aclamavam por onde passava.

Roriz sempre fez discursos voltados a se comunicar com as pessoas simples e humildes. Não gostava de muito requinte em suas falas. Geralmente, em atos públicos, o governador Roriz sempre estava ladeado de autoridades, políticos e de muitos seguranças, mas ele gostava mesmo era de estar no meio daqueles que o adoravam. Tinha como costume quebrar o protocolo e caminhar e saudar as pessoas, sempre com muito zelo e carinho. Ele sim não tinha aversão aos mais necessitados. Distribuía beijos, abraços e apertos de mão, diferente desses políticos de hoje. Mas, ele podia fazer isso por ser tão querido.

Quem conheceu Roriz, conheceu um homem que deixará seu legado na memória por muito tempo. Joaquim Roriz era sincero. Por exemplo, nunca escondeu que foi fundador do PT em Luziânia, mas sempre disse que saiu do partido por se sentir discriminado pelos petistas. Brasília nunca mais terá um político como Roriz, amado e idolatrado por muitos, odiado, porém, respeitado pelos seus adversários políticos.

Com a sua partida, ficarão apenas as boas recordações de seus feitos. Ah, mas Roriz não errou? Errou, mas muito pouco em vista de tudo o que fez. O único vazio que deixou é que não conseguiu fazer um sucessor do seu mesmo nível. Suas filhas que enveredaram pela política saíram manchadas. Restou apenas ao seu neto, que carrega seu nome, tentar preencher esse espaço vago. Pode ser que até chegue a ocupar um cargo público, porém resta saber se terá o mesmo empenho e dedicação que seu avô conferiu ao povo brasiliense.

Que Deus o tenha recebido de braços abertos e com toda honra e glória merecida, pois, como se diz: “homens como esse só nascem a cada 100 anos”. É por isso que seu último jingle de campanha será entoado por muitos e muitos anos: “Eu sou Roriz, eu sou do bem e mal não quero pra ninguém, Brasília quer Roriz governador de novo”. Descanse em paz, Joaquim Domingos Roriz. O melhor governador de toda a história de Brasília.

José Fernando Vilela é jornalista com especialização em Marketing Político e Marketing Digital, blogueiro, radialista, pai, botafoguense e um amante da política brasiliense.

Foto: Google Imagens

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