O Fino da Política – Resultados de pesquisas eleitorais são sempre questionáveis

Não é de hoje que os institutos de pesquisas brasileiros mais erram do acertam o resultado final de uma eleição. Em 2014, o DataFolha foi a campeã ao errar 63% de suas previsões. O Ibope errou 45%. O caso mais recente foi o da eleição ao governo de Tocantins. O DataFolha durante a campanha sempre divulgava que o atual governador eleito para o mandato-tampão, Mauro Carlesse (PHS) não estaria no segundo turno e acabou se elegendo.

A Justiça Eleitoral exige que as pesquisas sejam registradas, porém não cobra dos institutos a divulgação dos questionários preenchidos. Seria uma espécie de auditorias dessas sondagens. As informações prestadas são básicas. O correto seria se esses questionários que são aplicados fossem digitalizados e disponibilizados para ficar claro como o instituto chegou a tais números.

Em países onde os institutos são submetidos a regras mais rigorosas, as dúvidas quanto a possíveis manipulação dos resultados são quase nulas. Já no Brasil, devido a essa sequência de erros e equívocos por parte dessas instituições e as acusações de pagamento de propina para favorecer certos candidatos como ocorreu em 2014 quando o Ibope recebeu propina da JBS para divulgar dados incorretos para a corrida presidencial, fazem com que essas pesquisas sejam sempre questionadas.

Em ano de eleições, aparece uma enxurrada de pesquisas eleitorais, toda semana, a respeito da intenção de voto, realizadas por diversos institutos de pesquisas, que servem ou prestam-se a orientar estratégias político-partidárias, que determinam as diretrizes e rumos das campanhas políticas, ainda despertam e influencia financiadores de recursos de campanhas eleitorais, além dos interesses de grande parte do eleitorado, que por vez, influencia-o na tomada de sua decisão do voto.

A grande maioria – quase sua totalidade – das pesquisas eleitorais são suspeitas e tendenciosas a uma ou outra agremiação político-partidária, porque são sempre encomendadas e não corresponde à realidade de escolha – desejo – e da intenção de voto do eleitor.

Quem manipula pesquisa o faz no intuito de induzir as pessoas a votarem nos candidatos que pagam mais. Podemos então esperar muitas surpresas no dia 7 de outubro, pois se realmente as pesquisas estão evidenciando a opinião pública, elas com certeza não estão refletindo o que se vê pelas ruas. Portanto, não é de bom tom acreditar cegamente nesses resultados que estão sendo divulgados pelos institutos de pesquisa, sejam ele grande ou pequeno.

Da Redação com informações adaptadas do artigo científico dos advogados Mário Ferreira e Yasmin Correia

Foto: Google Imagens

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