Miragaya ou Magalhães? PT define no sábado quem disputará o GDF

O PT-DF define, na convenção partidária de sábado (28/7), quem será o nome do partido na disputa pelo Palácio do Buriti. O páreo está entre os economistas Júlio Miragaya e Afonso Magalhães. Um dos dois vai encabeçar a chapa. O encontro regional da legenda será no auditório da Câmara Legislativa.

Júlio Miragaya é de um coletivo dentro do PT chamado Diálogo e Ação Petista. Ele presidiu a Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) durante a gestão Agnelo Queiroz.

Afonso Magalhães é bancário aposentado e faz parte da corrente Construindo Uma Nova Brasília. Ambos batalham por um palanque para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma eventual candidatura, cada vez mais distante, pois o cacique está preso em Curitiba, onde cumpre pena de 12 anos e 1 mês pela condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex em Guarujá (SP).

Para o Senado, os nomes a serem analisados pela diretoria regional são os do distrital Wasny de Roure; do sindicalista Chico Machado e do jurista Marcelo Neves. Apenas dois deles serão indicados, mas Neves sai à frente, pois conta com o apoio de Lula, conforme o Metrópoles antecipou.

Com um partido desgastado, isolado e à espera de decisões em torno de Lula, o PT decidiu não fazer prévias para escolher os candidatos nas eleições 2018. A probabilidade é que a legenda busque coligações com partidos da esquerda progressista. No entanto, até o momento não conseguiu se unir a nenhuma das coalizões apresentadas na capital da República.

Em um cenário confuso, as alianças ainda podem se firmar. Uma das possibilidades é o apoio do PT ao PDT. As afinidades e coligações também devem ser discutidas no encontro deste sábado (28).

Nominata
Além da composição majoritária, a legenda lançará os nomes para a competição proporcional. Ao todo, serão 16 postulantes à Câmara federal. O nome mais cotado é o da deputada Erika Kokay, atual presidente do PT-DF.

Uma das garantias, mesmo antes da divulgação da nominata, é que o PT respeitará e até ultrapassará o percentual de 30% de mulheres competindo a um cargo eletivo. Assim, entre os 16 a serem divulgados, oito devem ser mulheres.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são permitidos 48 postulantes para a Câmara Legislativa por legenda. O PT ainda não definiu quantos nomes serão indicados, porém, tem candidatos fortes para concorrer. Estão entre os possíveis postulantes, Chico Vigilante, Geraldo Magela, Arlete Sampaio, Policarpo e Ricardo Vale.

As decisões de sábado (28) serão ratificadas na convenção nacional do partido, em 3 de agosto. Os nomes e as chapas podem ser homologados na Justiça Eleitoral até 15 de agosto.

Cenário confuso
As decisões para as chapas majoritárias no DF se embaralharam nas últimas semanas devido à desistência do candidato líder nas pesquisas de intenção de voto. Jofran Frejat (PR) saiu da disputa pelo GDF e deixou uma lacuna na corrida pelo Palácio do Buriti.

Desde então, reuniões acaloradas, conversas intermináveis e costuras têm sido realizadas a fim de consolidar um novo postulante. Entre os nomes cogitados, estão os dos deputados federais Rogério Rosso (PSD) e Izalci Lucas (PSDB), além do advogado e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no DF Ibaneis Rocha (MDB).

Eliana Pedrosa (Pros) e Alírio Neto (PTB) lançaram oficialmente a chapa majoritária no último sábado (21) e têm promovido encontros para conquistar mais aliados.

Alexandre Guerra e Erickson Blun, ambos do Novo, mantêm a disputa ao Buriti em conjunto com Paulo Roque para o Senado.

O chefe do Executivo local, Rodrigo Rollemberg (PSB), segue no projeto de reeleição e também ratifica a candidatura neste sábado (27).

Pelo PSol, a professora da Universidade de Brasília (UnB) Fátima Sousa será confirmada em evento no Centro de Convenções, na mesma data de Rollemberg.  Peniel Pacheco ainda se mantém na representação do PDT como pré-candidato ao Palácio do Buriti. O partido fundado por Leonel Brizola tenta articular com PCdoB e PPL.

O PT entrará com um novo nome dentro desse cenário. Se ele mexerá de maneira significativa no tabuleiro eleitoral, dependerá dos próximos movimentos, que têm sido imprevisíveis na política do DF.

Matéria do portal Metrópoles

Foto: Renato Araújo

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