Doenças já erradicadas como sarampo, pólio, difteria e rubéola voltam a ameaçar o Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde identificaram recentemente que doenças antes erradicadas do Brasil ameaçam voltar. A OMS informou que o país havia ficado um ano sem registro de casos de sarampo e que desde 2016 a doença já era considerada como erradicada.

Entre janeiro e maio deste ano, foram registrados 995 casos de sarampo em território brasileiro (sendo 611 no Amazonas e 384 em Roraima, incluindo três mortes). O sarampo é altamente contagioso e pode levar à morte crianças pequenas ou deixar sequelas. Em Manaus, a Secretaria de Saúde local está investigando se uma bebê de nove meses veio a óbito por sarampo.

Já o Ministério da Saúde também informou que há a possibilidade do retorno da poliomielite em 312 cidades brasileiras. A doença era considerada como erradicada no continente desde 1994, após décadas provocando milhares de casos de paralisia infantil. “A volta da poliomielite, doença que não tínhamos há mais de 20 anos, poderá significar uma situação grave para o Brasil”, disse a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

A preocupação com a pólio se dá pelo fato de que, embora não tenha havido casos recentes no Brasil, identificou-se um registro da doença na vizinha Venezuela e a circulação do vírus em 23 países nos últimos três anos. Em abril, a OMS também notificou surtos na Venezuela e no Haiti de difteria, que causa dificuldade de respirar. Na Venezuela, 142 pessoas já morreram da doença desde 2016. No Brasil, seis casos suspeitos da doença relatados neste ano aguardam confirmação.

Desde abril de 2018, a OMS emite alerta sobre a volta do sarampo em dez países das Américas: Brasil, Argentina, Equador, Canadá, Estados Unidos, Guatemala, México, Peru, Antígua e Barbuda, Colômbia e Venezuela. E não é só nas Américas – em 2017, a Europa registrou mais de 21 mil casos de sarampo, com 35 mortes, um aumento de quase 400% nos casos em relação ao ano anterior.

Em 2017, com o surto da doença nos países vizinhos, o Ministério da Saúde alertou a população para a importância de tomar a tríplice viral, vacina que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. A tríplice viral é uma das 14 vacinas oferecidas de graça pelo Programa Nacional de Imunizações. Ela deve ser tomada na infância e em duas doses, a primeira com 12 meses e a segunda com 15 meses. Na segunda dose, a vacina recebe um reforço contra uma quarta doença, a varicela, infecção viral altamente contagiosa que causa a catapora.

Em agosto, o Ministério da Saúde realizará campanha de vacinação nacional contra pólio. Segundo Carla Domingues, não há explicação para a diminuição da cobertura vacinal da tríplice viral nos últimos anos no Brasil, uma vez que não houve redução da oferta ou desabastecimento da vacina no país.

Da Redação com informações adaptadas do site BBC News Brasil

Foto: Google Imagens

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