Judiciário é o poder que mais contrata serviços terceirizados de tecnologia

O Poder Judiciário é o setor do Estado que mais contrata empresas privadas para a prestação de serviços em tecnologia, como consultoria, reparo e manutenção de equipamentos e suporte técnico. As conclusões são de estudo sobre iniciativas digitais no poder público elaborado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br).

No caso da consultoria em TI, 44% dos órgãos públicos (federais e estaduais) do Judiciário declararam a contratação de serviços do gênero nos últimos doze meses – frente 35% do Legislativo e 17% do Executivo. Já no Ministério Público (MP), 31% utilizaram os préstimos.

Em atividades de reparação e manutenção de equipamentos, 77% dos respondentes do Judiciário contam com auxílio de empresas privadas. O Poder ainda é o que mais terceiriza serviços de suporte técnico em sistemas internos (49% se vale da iniciativa privada) e de instalação e reparo de infraestrutura elétrica ou de redes (78%).

Nos três casos, entretanto, a iniciativa privada convive com as equipes próprias dos órgãos, que ainda desempenham parte dos serviços em mais da metade das instituições ouvidas.

“O Judiciário está passando por uma evolução muito grande de transformação digital, semelhante aos que os bancos fazem”, afirmou o advogado e consultor especializado em tecnologia para o Judiciário, Ademir Piccoli. “Há mais de 100 milhões de processos [tramitando], dos quais 80 milhões em estoque. Para mudar esse cenário, só com o uso intensivo de tecnologia.”

Por outro lado, o poder é o que menos contrata os préstimos de particulares quando precisa de serviços de hospedagem – apenas 13% adotam tal prática, contra 19% do Legislativo e do Executivo.

O Legislativo também é o poder que mais utiliza empresas particulares para o desenvolvimento de software (56%) e websites (35%).

Nuvem

Em termos gerais, a contratação de serviços na nuvem entre os órgãos do governo ainda pode crescer: nas aplicações de e-mail, apenas 25% dos entes públicos (de todos os poderes, além do MP) declararam uso do ambiente – seja através de fornecedores de TI públicos ou da iniciativa privada.

O percentual é ainda menor no armazenamento de arquivos ou banco de dados (20%) ou na capacidade de processamento (15%).

Já no segmento de software de escritório, 12% das instituições possuem a aplicação rodando na nuvem. Essa é a única categoria medida pelo Cetic.br onde as provedoras privadas foram contratadas por mais órgãos do que as fornecedoras públicas.

Serviços digitais

O levantamento do Cetic.br (que é vinculado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil, ou CGI.br) também verificou a maturidade dos serviços digitais prestados pela administração pública nacional no ambiente digital

Quando questionadas se oferecem na internet o “serviço mais procurado” pela população, 68% das casas legislativas afirmaram que sim, contra 55% entre os respondentes do MP e 42% dos órgãos judiciários. Entre os entes do Poder Executivo, apenas 24% declarou que oferece online o serviço mais procurado.

De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do Ministério do Planejamento, Luís Felipe Salim Monteiro, há atualmente 1.740 serviços federais disponíveis para a população – dos quais 1.193 são considerados “não digitais”, frente apenas 38 já “transformados”.

Segundo Monteiro, a meta do governo é que o indicador passe para 850 em 2019, “entre serviços 100% e alguns parcialmente digitais.”

A digitalização de serviços público tem mobilizado o governo federal, que trabalha em uma integração de bancos de dados distintos para facilitar a prestação. “Precisamos integrar as bases em uma plataforma única rodando na nuvem e com zero rating [acesso patrocinado]”, resumiu o secretário de Políticas Digitais do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Thiago Camargo.

Cidades inteligentes

O Cetic.br ainda constatou que apenas 18% das prefeituras brasileiras possuem projetos ou planos de cidades inteligentes – que incluem iniciativas como iluminação pública e controle semafórico integrados à internet.

O conceito é mais difundido nos municípios com mais de 500 mil habitantes – onde há discussões em curso em 70% dos casos – e nas capitais (77%). Já entre as cidades de menor porte (ou com até 10 mil habitantes), só há plano ou projeto em 8% das ouvidas.

Matéria do site DCI

Foto: Google Imagens

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