Bombeiro é preso pela 4ª vez por grilagem de terras em Brasília

bombeiro grileiro
Carlos Eduardo Muniz.

Um sargento do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal foi preso pela quarta vez pelo mesmo crime: grilagem de terras. Ele era chefe de uma quadrilha que fazia parcelamento irregular de terras, segundo a Polícia Civil. Dois filhos dele são suspeitos de envolvimento.

Carlos Eduardo Muniz havia sido preso temporariamente no dia 12 de janeiro e respondia a outros processos judiciais em liberdade. A operação Déjà-vu, que investiga a atuação do grupo, apurou que as grilagens começaram em 2014.

Desde que foi solto, o Muniz tentava dificultar o trabalho dos investigadores fornecendo endereços falsos nos documentos que preenchia. Em um deles, por exemplo, o bombeiro informou que morava em uma chácara de número 25, mas só havia terreno até a chácara 20.

Junto com ele, outras três pessoas suspeitas de participar da organização criminosa foram presas. Os filhos de Muniz estão foragidos. Desta vez, o sargento deve ficar mais tempo preso por conta dos crimes associados à grilagem.

“A gente consegue comprovar não só o crime de parcelamento irregular do solo, mas outros vários delitos relacionados, como dano ambiental, o crime de associação – que tem pena bem alta –, a lavagem e ocultação de bens ou valores e várias outras situações como corrupção, tráfico de influência”, explicou a delegada Marelisa Gomes da Silva.

Grilagem

De acordo com a investigação, um dos lote parcelados pela quadrilha supostamente liderada pelo bombeiro fica na Colônia Agrícola Águas Claras, no Guará. A chácara deveria ser usada exclusivamente para a produção rural, mas acabou dando lugar a 6 lojas e 15 casas.

Neste terreno, a Polícia Civil calculou um faturamento de, pelo menos, R$ 5,2 milhões com a venda dos lotes.

Prisões

Na primeira prisão, em 2011, o bombeiro estava entre os investigados da Operação Acton, que revelou um suposto esquema de cobrança de propinas para liberar obras irregulares. Auditores da Agência de Fiscalização (Agefis) estavam envolvidos.

Já a segunda vez foi em 2016 na Operação Sentinela, que apurava crimes contra a ordem tributária, fraudes em licitações, improbidade administrativa e enriquecimento ilícito.

Matéria do G1/DF

Fotos: Divulgação/G1-DF

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