Carreiras promissoras em tecnologia e como ingressar nelas

O mercado de trabalho vai se transformar na próxima década. Até 2025, um em cada três postos de trabalho operacionais será substituído por tecnologia inteligente. Mas, se por um lado algumas profissões correm o risco de ser extintas, por outro, a demanda por profissionais especialistas em tecnologia de ponta só aumenta.

Um estudo feito pelo Brookings Institution, um grupo de pesquisa de Washington, nos Estados Unidos, mostrou que, em pouco tempo, cerca de 90% das profissões utilizarão algum tipo de ferramenta digital em seus processos, inclusive entre as ocupações de baixa qualificação. Por isso o desenvolvimento de habilidades digitais é tão importante por parte dos profissionais.

E se a demanda é grande, a oferta nem tanto. Edney “InterNey” Souza, diretor acadêmico da escola Digital House, conta que faltam profissionais qualificados no mercado brasileiro. “Grande parte das pessoas da área é autodidata. É uma lacuna para os dois lados: para a empresa que quer contratar e para o profissional que busca formação”, explica.

Veja seis cargos que têm um futuro promissor na área de tecnologia:

– Desenvolvedor full stack: uma pesquisa da empresa We Are Social mostrou que o brasileiro passa nove horas e 13 minutos por dia na internet – destas, cinco horas e 26 minutos são via computador ou tablet. É por isso que a demanda por profissionais que desenvolvem websites e sistemas para a web não deve cessar. É importante que ele também esteja conectado ao mobile e pensando em sites responsivos.

– Desenvolvedor mobile: o brasileiro passa três horas e 46 minutos por dia conectado pelo celular. Profissionais que desenvolvem aplicativos para smartphones e tablets continuarão sendo demandados pelo mercado. Agora, tudo está se movendo para o digital: as pessoas não conversam por voz, mas por WhatsApp; não assistem mais a TV, estão vendo coisas por aplicativos no celular; pedem comida pelo smartphone.

– Analista de marketing digital: de um lado, a internet modificou a maneira como as pessoas consomem. De outro, as redes sociais reformularam o marketing. As empresas buscam maneiras de como vender mais e melhor para o usuário da internet. É por isso que um profissional de marketing digital, que interaja bem com a área de análise de dados e também de desenvolvimento, vai ser cada vez mais procurado.

– Profissional de inteligência artificial: a inteligência artificial já está presente nas nossas vidas – algoritmos treinados para nos oferecer opções de compras personalizadas. E devemos consumi-la cada vez mais. Essa é uma oportunidade para os profissionais de tecnologia, já que os investimentos em inteligência artificial crescerão cada vez mais e as empresas estarão em busca de profissionais capazes de desenvolver soluções.

– Cientista de dados: tweets, posts e curtidas em redes sociais, fotos, informações de geolocalização. Segundo a consultoria Gartner, 2,2 milhões de terabytes de novos dados são criados todos os dias no mundo. A previsão é que até 2020 haja um total de 40 trilhões de gigabytes. Lidar com dados é uma área na qual não vai faltar emprego.

– Analista de dados: se o cientista de dados é o profissional que vai em busca das perguntas que os dados podem responder, o analista é aquele que coleta, compila, analisa e interpreta. “O cientista de dados faz as perguntas, e o analista busca as respostas para elas nos dados”, explica InterNey, da Digital House.

Como se tornar um profissional digital?

Na hora de escolher a formação ideal, o profissional precisa atentar-se às suas necessidades – curta, média ou longa duração, preço, necessidade de conhecimento prévio. Além disso, é importante que o curso esteja em dia com o que há de mais atual em tecnologia.

É também o que prega a Digital House. “O profissional tem que buscar uma formação que o prepare para algo prático, útil para as empresas. Esse é o nosso ponto de partida: que ele faça o curso e, no final, esteja preparado para o mercado, para criar alguma coisa”, afirma InterNey. O aluno pode entrar sem nenhum conhecimento em programação ou em marketing digital e sair pronto para trabalhar. Os cursos da escola são baseados em quatro pilares: aprender as bases, aprender a pensar, aprender a aprender e aprender fazendo. “Nos preocupamos com o que o profissional precisa para ter uma experiência que o torne um profissional e um ser humano digital.”

A escola oferece um espaço de colearning para que o aluno possa estudar em outros períodos também. “É como um espaço de coworking, com professor de plantão para tirar as dúvidas dos estudantes”, explica InterNey. Também existe a preocupação com o networking. Além do colearning, no andar térreo da Digital House, há um auditório para que empresas parceiras possam realizar eventos e interagir com os estudantes.

E é atenta a esse mercado que a empresa, que já formou 3 000 alunos desde 2015 na América Latina, desembarcou no Brasil. Em abril começam as aulas das primeiras turmas da escola no país, em um campus na Vila Olímpia, em São Paulo. As formações duram cinco meses e são presenciais, e os alunos podem entrar sem nenhum conhecimento prévio. Os cursos oferecidos no primeiro semestre serão de marketing digital, programação mobile Android (para quem quer aprender a fazer apps para celulares ou smartwatches ou tablets) e programação web full stack (para quem quer aprender a fazer sites). “São profissões em ascensão e com alta procura no mercado”, diz InterNey.

Matéria do site Exame S/A

Foto: Google Imagens

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