Vigilante de 66 anos é atacado por não aderir à greve da categoria

Um vigilante de 66 anos foi agredido por supostos colegas de trabalho, no último domingo (04), na estação de tratamento de esgoto da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), em Samambaia. Quatro homens jogaram nele o conteúdo de um extintor que estava no banheiro, local onde tentou se esconder quando percebeu que estava correndo risco de agressão.

Câmeras de segurança do local captaram as imagens dos quatro homens agredindo o trabalhador. O vigilante precisou de atendimento médico logo após a ação sofrida por supostamente não ter aderido à paralisação da categoria que se iniciou no dia 1º de março.

A 32ª Delegacia de Polícia (Samambaia Sul) está investigando o caso. Foi registrada ocorrência por dano ao bem público e paralisação de trabalho, seguida de violência ou perturbação da ordem.

No registro policial, o vigilante contou que “viu quando um veículo tipo van parou no seu posto, e constatou que ele tinha um adesivo do sindicato dos vigilantes em greve, por isso, fechou a guarita e trancou-se no banheiro”.

Nas imagens da câmera de segurança, é possível ver a abordagem dos quatro homens que descem do veículo. Eles procuram o vigilante e, quando percebem que ele está no banheiro, pegam um extintor e o utilizam, esvaziando-o pela janela do cômodo.

Em certo momento, a fumaça invade a guarita. Os homens conseguem abrir a porta e acessar o banheiro onde se encontrava o trabalhador. Ao perceberem que o vigilante estava passando mal, eles tentam socorrê-lo.

Medo

Segundo a filha do vigilante agredido, toda a família está temerosa e essa não foi a primeira vez que o pai sofreu agressões e ameaças por não aderir à paralisação da categoria.

De acordo com ela, na última sexta (2), ele foi xingado e levado contra a vontade para a própria residência. “Ele chegou em casa na van dos jagunços e contou que eles foram ao trabalho dele, ofenderam, ameaçaram e o fizeram entrar no carro para que ele não continuasse trabalhando”, contou a filha.

Depois do episódio, a filha disse que pediu ao pai para não voltar ao trabalho no último domingo, o dia da agressão. “Insistimos muito, mas ele estava com medo de que cortassem o ponto, de ficar sem parte do salário, e foi”, relatou. Segundo ela, o pai prometeu que não voltará à guarita até o fim da paralisação dos vigilantes.

O sindicato

O diretor de comunicação e imprensa do Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal, Gilmar Rodrigues, afirmou que a associação desconhece o episódio. “Não estamos sabendo. Esperamos que o caso seja apurado, e os responsáveis, identificados”, afirmou. De acordo com ele, o sindicato repudia ações de violência. Ele também ressaltou que o objetivo da paralisação é a garantia dos direitos da categoria.

A classe cruzou os braços na última quinta (1º). Os vigilantes reivindicam aumento de 7% e manutenção de todas as cláusulas da convenção coletiva. A data-base dos trabalhadores é no início de janeiro, mas eles afirmam que não houve avanço nas negociações com os donos das empresas.

Na última sexta (2), o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) determinou liminarmente a suspensão da greve dos vigilantes e o retorno imediato para “100% do efetivo trabalhando nos postos de serviços hospitalares, bancários, transporte de valores e tribunais de Justiça, assim como 70% nos demais postos de serviços”. Mesmo com a decisão, a categoria decidiu manter a greve, em assembleia realizada na noite dessa segunda (5).

Na terça (6), a categoria decidiu manter a paralisação. Em nova assembleia, os trabalhadores aprovaram por unanimidade que os profissionais permaneçam de braços cruzados. Nesta quarta (7), a classe volta a se reunir, às 15h, no Conic, para decidir o futuro do movimento.

Da Redação com informações do site Metrópoles

Foto: Divulgação/Metrópoles

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