Vigilantes começam greve por tempo indeterminado a partir desta quinta

Os profissionais reivindicam aumento de 7% e a manutenção de todas as cláusulas da convenção coletiva

Com a greve dos vigilantes decretada na noite desta quarta-feira (28/2), hospitais, outras unidades de saúde e bancos do Distrito Federal devem amanhecer desprotegidos na quinta-feira (1º/3). A paralisação de 20 mil profissionais deve afetar diretamente esses locais, segundo o deputado distrital Chico Vigilante (PT).

A categoria reivindica dos patrões um aumento de 7% e manutenção de todas as cláusulas da convenção coletiva. A data-base era no início de janeiro, mas as negociações sobre o reajuste e a discussão a respeito das condições de trabalho não ocorreram, denuncia o parlamentar.

De acordo com o distrital, eles não aceitam a proposta das empresas de dividir os R$ 34 do tíquete-alimentação — metade seria paga em dinheiro, e o restante, em cesta básica.

Em nota, a Secretaria de Saúde afirma ter preparado um plano de contingenciamento. Disse, ainda, que a greve por causa do acordo coletivo não envolve questões relativas aos pagamentos realizados pela pasta.

A Associação dos Bancos no Distrito Federal (Assban-DF) não havia retornado o contato até a última atualização desta matéria.

Histórico
Os problemas entre vigilantes e as empresas não são recentes. No mês passado, por exemplo, os empregados fizeram uma paralisação, cobrando o pagamento dos salários referentes a dezembro, que deveriam ter sido repassados no quinto dia útil de janeiro.

Em abril de 2017, outro episódio semelhante: devido à greve deflagrada no dia 18, hospitais funcionaram de maneira precária e bancos nem abriram as portas. Os serviços em órgãos federais também foram prejudicados.

Para tentar chegar a um acordo e não prejudicar mais os cidadãos, Chico Vigilante diz ter procurado o Ministério Público do Trabalho, solicitando uma intermediação. “Já conversamos com o procurador-geral do Trabalho. De lá, o Tribunal Regional do Trabalho será acionado para convocar uma reunião, para resolver o assunto”, esclarece.

Por outro lado, o presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Sistemas de Segurança Eletrônica, Cursos de Formação e Transporte de Valores no Distrito Federal (Sindesp-DF), Luis Gustavo Barra, rebate as informações dos vigilantes. “Nós tentamos negociar 21 vezes só neste ano. Nós tínhamos agendada uma reunião às 9h30 de amanhã [quinta]. Uma vez deflagrada a greve, não tem sentido nós negociarmos agora”, declara.

Ele defende que o ganho real solicitado pelos profissionais é bastante superior ao Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) de janeiro a dezembro de 2017. “O IPCA de 2017 é de 2%”, pontua.

Matéria do site Metrópoles

Foto: Divulgação/Metrópoles

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