Parte do Eixão Sul desaba no centro de Brasília

Principal pista do DF está interditada. Não há registro de feridos. Governador Rodrigo Rollemberg admitiu que o local precisava de manutenção.

O pedaço de um viaduto no Eixão Sul, na área central de Brasília, desabou no fim da manhã desta terça-feira (6/2) na altura da Galeria dos Estados, a menos de 1 km da Rodoviária do Plano Piloto.

Quatro carros foram soterrados e quatro ficaram danificados. Não houve vítimas. O órgão afirmou que uma laje do viaduto ainda tem risco de queda. O governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), admitiu que o local precisava de manutenção.

Duas das três vias que seguem no sentido norte despencaram. Quatro carros estavam estacionados sob o Eixão. Mesas de um restaurante chamado Churrascaria Floresta também ficaram soterradas. Cães farejadores procuram vítimas no local.

O diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER-DF), Henrique Luduvice, disse que outras partes do Eixão podem estar comprometidas. Ele reconheceu fissuras e trincas na área como “causas prováveis” do desabamento. O motivo exato só poderá ser definido após perícia.

Um dos motoristas cujo carro foi esmagado pela estrutura disse à TV Globo que tudo ocorreu em menos de 5 minutos. Ele estava em um restaurante próximo ao local com amigos de trabalho. “Deixamos as coisas no carro e 4 minutos depois ouvimos o barulho. Retornamos e vimos a estrutura. Foi um estouro muito forte.”

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Os agentes do DER-DF que monitoram as câmeras afirmaram que o momento do desabamento não foi registrado porque o aparelho estava virado para o outro lado.

Todas as viaturas do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal foram para a região. A Polícia Militar tenta identificar os donos dos carros que estão no local. O governador Rodrigo Rollemberg chegou ao local por volta das 12h30.

Os dois hospitais mais próximos – Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e Hospital de Base – serão referências para possíveis vítimas e estão prontos para receber possíveis vítimas.

A Defesa Civil montou uma barraca no local para dar apoio a quem precisar de atendimento.

“Você precisa aguardar a perícia para saber o que conheceu com o viaduto, mas o que fica claro é a falta de manutenção do espaço”, disse a presidente do Conselho Regional de Engenharia (Crea-DF), Fátima Co.

O local onde caiu o viaduto é palco, há cerca de 15 anos, da festa Makossa Baile Black. Desde a primeira edição, o evento ocupa tanto a parte que foi alvo do desabamento, quanto a Churrascaria Floresta, que foi atingida em parte. A última Makossa foi organizada em 24 de dezembro.

Matéria do site G1/DF

Fotos: G1/DF

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